Da leitura do texto, facil e perceber a importancia da adequacao da arquitetura ao clima de um determinado local. O arquiteto deve ter pleno conhecimento dos fatores climaticos da regiao que se situara a futura construcao projetada pois segundo os autores " a arquitetura cabe tanto amenizar tanto as sensacoes de desconforto,imposta por climas muito rigidos, tais como os de excessivo calor, frio ou ventos, como tambem propiciar ambientes que sejam , no minimo, tao confortaveis como os espacos ao ar livre em climas amenos".
Diversos fatores influenciam no clima de cadaa regiaoza e por isso devem zer levadosz em consideracao na hora de projetar.
Fatores climaticos,radiacao solar, movimento aparente do sol, longitude e latitude, sao elementos que determinam o clima, os ventos, a iluminacao, interferindo diretamente nas diretrizes que deverao seguir cada projeto.
Influencia da latitude: Determina o angulo de incidencia dos raios solares em relacao ao plano de horizonte do local. " pode se afirmar que quanto maior for a latitude de um local, menor sera a quantidade de radiacao solar recebida e, portanto as temperaturas do ar tenderao a ser menos elevadas".
Outro fator de extrema importancia e a distibuicao de mares e oceanos. Este fator intefere diretamente na temperatura em diversas regioes da terra. Vejamos:" se compararmos duas faixs do globo situadas entre a mesma latitude, porem em hemisferios opostos, entre 0 e 30 graus por exemplo, observaremos que a regiao situada no hem. norte possui menos mares que a do hem. sul. como resultado deste fenomeno denominado continentalidade, teremos invernos mais frios e veroes mais quentes em valores medios no hem. norte, pois grandes massas de agua sao afetadas mais lentamente que a terra.
A seguir, destaco alguns trechos da leitura importantes para a reflexão dos futuros arquitetos, quanto as informações técnicas e climáticas, indispensável a obtenção de um bom conforto térmico do projeto:
As curvas isotérmicas do globo (Fig. 15) indicam que na faixa ao longo
A seguir, destaco alguns trechos da leitura importantes para a reflexão dos futuros arquitetos, quanto as informações técnicas e climáticas, indispensável a obtenção de um bom conforto térmico do projeto:
As curvas isotérmicas do globo (Fig. 15) indicam que na faixa ao longo
do Equador, onde há mais equilíbrio entre as superfícies de terra e mar oscilam com maior regularidade. Do mesmo modo que no hemisfério sul, em
latitudes altas, quase sem continentes, as isotérmicas também acompanham os
paralelos.
Já no hemisfério norte, devido aos excessivos recortes entre continentes
e oceanos, há uma grande variação das isotérmicas com relação aos paralelos.
Nota-se também que o Equador Térmico médio anual, ou seja, a linha
indicativa da zona de máxima temperatura, se desvia para aproximadamente
5°N.
As brisas terra-mar, sentidas em regiões litorâneas, também são explicadas a partir da diferença do calor específico entre ambos.
Durante o dia, a terra aquece-se mais rapidamente que a água, e o ar, ao
ascender da região mais fria para a mais quente, forçará uma circulação da brisa
marítima no sentido mar-terra. À noite este sentido se inverterá, pois a água, por
demorar mais a esfriar que a terra, encontrar-se-á momentaneamente mais
quente, gerando uma brisa terra-mar.
A topografia também afeta a temperatura do ar, a nível local. Além da
natural diferença de radiação solar recebida por vertentes de orientações distintas, um relevo acidentado pode se constituir em barreira aos ventos, modificando,
muitas vezes, as condições de umidade e de temperatura do ar em relação à escala
regional.
O revestimento do solo interferirá nas condições climáticas locais, pois
quanto maior for a umidade do solo, maior será a sua condutibilidade térmica.
O ar é um mau condutor térmico, de modo que um solo pouco úmido se esquenta
mais depressa durante o dia, mas à noite devolverá o calor amarzenado rapidamente, provocando uma grande amplitude térmica diária.
Este fato é bastante significativo nas modificações climáticas sentidas a
nível urbano, uma vez que os materiais de revestimento do solo, não só nos
calçamentos das ruas, mas a nível das edificações, alteram sobremaneira as
condições de porosidade e, conseqüentemente, de drenagem do solo, acarretando
alterações na umidade e pluviosidade locais.
A umidade atmosférica é conseqüência da evaporação das águas e da
transpiração das plantas.
umidade relativa é a
relação da umidade absoluta com a capacidade máxima do ar de reter vapor
d’água, àquela temperatura.
A umidade relativa varia com a temperatura do ar, diminuindo com o
aumento desta.
A condensação do vapor d’água, em forma de chuva, provém, em grande
parte, de massas de ar úmido em ascensão, esfriadas rapidamente por contato
com massas de ar mais frias.
A quantidade de radiação solar que atinge o solo depende também da
porcentagem de recobrimento e da espessura das nuvens no céu. A nebulosidade,
se for suficientemente espessa e ocupar a maior parte do céu, pode formar uma
barreira que impede a penetração de parte significativa da radiação solar direta.
Denomina-se pressão atmosférica a ação exercida pela massa de ar que
existe sobre as superfícies.
A variação de temperatura do ar no globo provoca deslocamentos de
massas de ar, pois, se a Terra não girasse sobre si mesma, o movimento do ar
seria constante e ascendente dos pólos para o Equador.
Os ventos alíseos, que são os mais importantes para o Brasil, são originá-
rios nas regiões subtropicais de alta pressão, nos dois hemisférios situados entre
30° e 35° de latitude, dirigindo-se para SO no hemisfério norte e NO no
hemisfério sul, formando o cinto de calmas equatoriais de baixa pressão, ao longo
do Equador.
A nível local, essas correntes de ar sofrem a influência da topografia, das
diferenças de temperaturas causadas por diversos revestimentos do solo e da
vegetação.
As modificações climáticas podem ser tais que as áreas urbanas, notadamente as maiores, resultem em verdadeiras Ilhas de Calor.
Tais ilhas de calor, basicamente, são geradas a partir das modificações
impostas à drenagem do solo, notadamente pelo seu revestimento por superfície
de concreto e asfalto.
A quantidade de radiação solar recebida pelas diversas edificações inseridas numa cidade vai variar com relação às posições das edificações vizinhas,
as quais podem constituir barreiras umas às outras ao sol e ao vento.
Nas regiões predominantemente quentes no Brasil, a arquitetura deve
contribuir para minimizar a diferença entre as temperaturas externas e internas
do ar.
Devem-se procurar propostas que maximizem o desempenho térmico
natural, pois, assim, pode-se reduzir a potência necessária dos equipamentos de
refrigeração ou aquecimento, visto que a quantidade de calor a ser retirada ou
fornecida ao ambiente resultará menor.
As partículas em suspensão, além de se aquecerem pela radiação solar que
recebem, também funcionam, de dia, como uma barreira da radiação solar que
atinge o solo e, à noite, ao calor dissipado pelo solo.
Nesse sentido, um solo em clima mais seco recebe mais radiação solar
direta que em clima mais úmido.
À noite, a temperatura do ar é mais baixa do que a do solo, e este, então,
tenderá a entrar em equilíbrio térmico dissipando o calor armazenado durante o
dia. Se o ar for úmido, aquelas partículas de água em suspensão que de dia
armazenaram calor vão também devolver ao ar o calor retido, além de dificultar
a dissipação do calor do solo. Parte desse calor será devolvido na direção do solo,
e a outra parte para a atmosfera. Assim, as temperaturas noturnas do ar vão
resultar não muito diversas das diurnas.
Em um clima quente seco, o solo pode perder, à noite, esse calor armazenado durante o dia com muito mais facilidade, pois não terá muitas partículas de
água em suspensão agindo como barreira térmica.
As diferenças quanto à umidade relativa do ar vão requerer partidos
arquitetônicos distintos em função da conseqüente variação da temperatura
diária, a qual, basicamente, definirá as vantagens ou não da ventilação interna.
Tomando-se como referência a amplitude climática de um clima seco, por
exemplo, o da cidade de Brasília, onde a mínima (noturna) é de 15,4°C e a
máxima (diurna) de 30,7°C, vê-se que, idealmente, a arquitetura nestes climas
secos e quentes deveria possibilitar, durante o dia, temperaturas internas abaixo
das externas e, durante a noite, acima. A ventilação não seria útil, pois o vento
externo estaria, em um mesmo instante, ou mais frio ou mais quente que a
temperatura do ar interno.
Nesse sentido podem-se adotar partidos arquitetônicos que tenham, primordialmente, uma inércia elevada (vide capítulo 2), a qual acarretará grande
amortecimento do calor recebido e um atraso significativo no número de horas
que esse calor levará para atravessar os vedos da edificação. Assim, é possível
obter-se um desempenho térmico tal do espaço construído, de modo que o calor
que atravessa os vedos só atinja o interior da edificação à noite, quando a
temperatura externa já esta em declíneo acentuado. Por isto, parte do calor
armazenado pelos materiais durante o dia será devolvido para fora, não penetrando na edificação.
68Outro fator a se considerar no projeto é o tamanho das aberturas. Já que
não há conveniência de ventilação, pode-se ter pequenas aberturas, o que também
facilitará a sua proteção de excessiva radiação solar direta.
As edificações, no conjunto urbano, podem ser pensadas de modo a se
adotar em partidos onde estejam locadas aglutinadas, para fazer sombras umas
às outras.
A circulação urbana também pode ser planejada com características mais
adequadas aos climas locais. Além dos aspectos topográficos do sítio no qual se
assenta, a malha urbana pode ser direcionada, no caso de clima quente seco,
prevendo que as ruas de maior largura sejam aquelas com direção este-oeste, pois
a inclinação dos raios solares ao longo do ano não atingirá com muito rigor as
fachadas voltadas para essas ruas.
As ruas com direção norte-sul devem ser mais estreitas. O Sol, do nascer
até o meio-dia, atingirá as construções voltadas para um dos lados dessas ruas e,
após o meio-dia, as situadas no lado oposto. Se a largura da rua for suficientemente estreita com relação à altura das edificações, estas terão condições de se
protegerem mutuamente da radiação solar direta, criando sombra nas ruas, para
os pedestres e sobre as fachadas opostas.
As ruas com direção norte-sul não devem ter um traçado extenso e reto,
mas sim prever praças e desvios de modo a não canalizar os ventos.
Em clima quente seco, por outro lado, a vegetação deve funcionar como
barreira aos ventos, além de, naturalmente, reter parte da poeira em suspensão
no ar.
Os espaços abertos nesses climas podem conter espelhos de água, chafarizes, ou outras soluções semelhantes. A umidificação que esta água ao se
evaporar trará ao ar próximo permitirá maior sensação de conforto às pessoas.
O uso da água como elemento de alteração de microclimas também pode
ser incorporado às construções, principalmente se localizada nos pátios internos.
O entorno da cidade também pode conter elementos construtivos de porte
adequado, tal que possam funcionar como barreiras ao vento que atinge o núcleo
residencial.
Devem-se, então, prever aberturas suficientemente grandes para permitir
a ventilação nas horas do dia em que a temperatura externa está mais baixa que
a interna.
Do mesmo modo, devem-se proteger as aberturas da radiação solar direta,
mas não fazer destas proteções obstáculos aos ventos.
A cobertura deve seguir o mesmo tratamento dos vedos, isto é, ser de
material com inércia média, mas com elementos isolantes, ou espaços de ar
ventilados, os quais têm como característica retirar o calor que atravessa as telhas
que, deste modo, não penetrará nos ambientes.
No que se refere ao arranjo das edificações nos lotes urbanos, elas devem
estar dispostas de modo a permitir que a ventilação atinja todos os edifícios e
possibilite a ventilação cruzada nos seus interiores. Isto significa que o partido
arquitetônico deve prever construções alongadas no sentido perpendicular ao
vento dominante.
Quanto à largura das ruas, as que estiverem localizadas perpendicularmente à direção dos ventos dominantes devem ter dimensões maiores, para evitar
que construções situadas em lados opostos das ruas funcionem como obstáculos
aos ventos.
Alguns cuidados devem ser tomados quanto ao revestimento do solo em
volta das construções e ao longo dos percursos de pedestres.
Materiais que reflitam muito a radiação solar ou que tenham grande poder
de armazenar calor devem ser evitados nas superfícies externas, principalmente
em climas úmidos, pois, à noite, o calor armazenado, ao ser devolvido para o ar,
dirigir-se-á tanto para o interior como para o exterior das edificações.
A pintura externa das construções em climas quentes deve ser preferivelmente de cores claras, pois essas refletirão mais a radiação solar e, portanto,
menos calor atravessará os vedos.
Nas localidades onde tanto o calor como o frio apresentam certo rigor,
devem-se visar alternativas que permitam ora a ventilação cruzada e intensa, ora
a possibilidade de fechamento hermético das aberturas para barrar eventuais
ventos frios.
Com relação à proteção das aberturas, deve ser considerada a opção de
serem móveis o suficiente para possibilitar a penetração da radiação solar,
quando desejável.
Desta forma, conclui-sepot fim que tanto a forma externa quanto o entorno das construções devem incorpor ar
soluções que visem a atender às necessidades de insolação em relação às
características dos rigores climáticos locais.
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